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  Não seja trocado pelas máquinas
Não seja trocado pelas máquinas

Não seja trocado pelas máquinas

O mundo nunca passou por transformações tecnológicas tão intensas. O setor industrial vive esta situação de forma ainda mais acentuada, com automação e robótica. A consultoria Roland Berger na América do Sul indica que, num período de 35 anos, mais de 10 milhões de empregos vão acabar, enquanto outros 10 milhões vão surgir. Outra pesquisa, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada em 2016, mostra que 65% das ocupações que serão oferecidas daqui para frente ainda são inexistentes. No entanto, para se inserir neste novo mercado, é preciso estar preparado.

A Organização World Economic Forum lista as 10 principais habilidades do profissional para 2020. São elas: resolução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de pessoas, trabalho em equipe, inteligência emocional, capacidade de tomar decisões e realizar julgamentos, orientação a serviços, negociação e flexibilidade cognitiva.

Segundo o CEO da Empodere-se, Gabriel Coelho, a inteligência artificial realiza análises de padrões, de forma otimizada e com pouco custo. Mas não tem criatividade. É aí onde entra o homem. “Toda atividade que tiver repetição, a máquina vai fazer mais rápido e mais barato. Tudo que envolver criatividade e resolução de problemas, a máquina não vai poder resolver”, afirma.

De acordo com o executivo, as profissões que tiverem essas características vão sobreviver. Ele comenta que as pessoas precisam aprender tais habilidades para não ficar pra trás. “A máquina não vai substituir as pessoas. Elas vão trabalhar em sinergia com a mão de obra humana. É necessário fomentar essas capacidades do profissional do futuro nas pessoas”, enfatiza.

 

 

O gerente do núcleo de Economia e Negócios Internacionais da Fiepe, Thobias Silva, conta que é uma tendência moderna utilizar menos pessoas e mais máquinas. Uma das razões é que a troca é economicamente mais vantajosa visto que há um custo menor.

“O ser humano sai do serviços laboral e vai para o trabalho intelectual. E as máquinas estão sendo largamente utilizadas em um ritmo acelerado. Isso faz parte do processo de modernização do capitalismo atual”, explica o gerente. Porém, ele faz uma ressalva. “Apesar disso, fica a questão: Até que ponto as máquinas conseguem fazer tudo? Não podemos nos esquecer de que fomos nós que criamos as máquinas e elas só fazem aquilo para o qual foram programadas, diferentemente dos seres humanos”, avalia.

CONHECIMENTO EM TECNOLOGIA

Thobias Silva acrescenta que as funções mais simples do ponto de vista operacional podem ser extintas. Os profissionais de tecnologia, eficiência produtiva e inteligência de mercado vão ter estar sempre em alta.

“É fundamental que os profissionais busquem sempre novos conhecimentos, se atualizem, se aprimorarem, procurem desenvolver capacidade analítica, resolver problemas, pensem em situações adversas e saibam lidar com o inesperado. Isso nos diferencia da máquina”, comenta o gerente da Fiepe.

O executivo de desenvolvimento de Negócios do Cesar, Eduardo Peixoto, conta que a máquina não substitui a criatividade humana. “Nenhuma máquina vai ter capacidade de resolver problemas complexos e ter pensamento crítico. Ela faz muito rapidamente e melhor o que você ensina para ela”, frisa.

O gerente da Divisão de Engenharia e Logística da Talenses RJ, Gabriel Almeida, conta que todas as posições podem ser substituídas pela automação. Mas há fatores que precisam ser considerados. “É preciso avaliar os impactos. Qual é o custo do investimento para ela ser realizada? Em uma área mais operacional e parada não é viável fazer essa troca”, analisa.

Funções como corretor imobiliário, atendente de call center, agente de viagens, suporte de sistemas e de atuação nas linhas de produção das indústrias podem ser substituídas pelo avanço das tecnologias. “Comunicação, relação interpessoal, gestão de desenvolvimento de pessoas e atenção com o outro, por exemplo, são características em que os trabalhadores se diferenciam dos robôs. Porque são coisas que a máquina ainda não consegue substituir”, destaca. Ele ainda complementa que a tecnologia vai ajudar muitas profissões, mas não vai substituir todas.

Fonte: Jornal do Commercio


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